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SOU TEÓLOGA, MISSIONÁRIA, ESTUDANTE DE DIREITO, FIZ CURSO DE FORMAÇÃO DE OBREIROS, DE GREGO ANTIGO E HEBRAICO PARA TRADUZIR OS MANUSCRITOS BÍBLICOS, E ATUALMENTE DEDICO-ME A PESQUISAR AS TESTEMUNHA DE JÉOVÁ.
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STV - UM "PARAÍSO" PARA OS PEDÓFILOS

O que você vai ler a seguir são recortes de um artigo publicados pela Watchtower (Torre de Vigia), Sentinela 15/08/97, expondo de forma bem clara como é o tratamento dispensado desde simples transgressores até perigosos criminosos, dentro desta organização. Se você refletir com clareza entenderá o motivo pelo qual pouco se ouve a respeito de casos de pedofilia, estupro, assassinatos, roubos e fraudes dentro desta religião. O artigo está em preto e vamos tecer alguns comentários em cor azul, todos os grifos são nossos.


Por que relatar o que é mau?

(Sentinela 15/08/97, p. 27)


De quem é a responsabilidade?


Quando os anciãos ficam sabendo de transgressões graves, chegam-se à pessoa envolvida para dar ajuda e correção necessárias. É responsabilidade dos anciãos julgar transgressores na congregação cristã. Eles mantêm-se vigilantes sobre a condição espiritual da congregação, a fim de ajudar e admoestar os que estão para dar um passo imprudente ou errado. — 1 Coríntios 5:12, 13; 2 Timóteo 4:2; 1 Pedro 5:1, 2.


Vejam, este é o mesmo princípio seguido por muitas igrejas da “cristandade”, ou seja, resolver o assunto “dentro de casa”. Seria isso lícito em casos de crimes graves? São os anciãos capacitados para julgar um crime?

Tratar do assunto


Primeiramente, é preciso que haja razão válida para crer que realmente houve uma transgressão grave. “Não te tornes sem base uma testemunha contra o teu próximo”, declarou um sábio. “Então terias de ser néscio com os teus lábios.” — Provérbios 24:28.
Talvez você decida ir diretamente aos anciãos. Não é errado fazer isso. Em geral, porém, o proceder mais amoroso é falar com a pessoa envolvida. Talvez as coisas não sejam o que parecem. Ou talvez o caso já esteja sendo cuidado pelos anciãos. Converse calmamente sobre o assunto com a pessoa. Se ainda há razão para crer que foi cometido um erro grave, encoraje-a a falar com os anciãos e pedir ajuda, e explique por que é sensato fazer isso. Não fale com outros sobre o assunto, pois isso seria tagarelice.


Que dizer de uma criança que foi abusada? Deveria ela “falar com a pessoa envolvida”? Ou mesmo uma pessoa adulta que foi estuprada, deveria ela “falar com a pessoa envolvida?” Ou ainda “encorajá-la a falar com os anciãos e pedir ajuda, e explicá-la por que é sensato fazer isso”? Imagine a cena, a vítima chega para o estuprador e diz: Veja bem, você me estuprou e eu quero que você confesse aos anciãos o seu erro. Ainda que o criminoso confessasse aos anciãos, ele continuaria sendo um criminoso e a vítima teria todo o direito de denunciá-lo a polícia, até mesmo para a proteção de outras pessoas. No entanto a ordem dada pela Watchtower é: “Não fale com outros sobre o assunto, pois isso seria tagarelice.”, ou seja, a vítima ainda poderia sair como culpada!

Se a pessoa não contar o problema aos anciãos depois de um período razoável, você deve contar.


O que seria um “período razoável” para esses homens? Período suficiente para o criminoso fugir ou fazer outra vítima?

Um ou dois anciãos considerarão então o assunto com o acusado. Os anciãos têm de “pesquisar, e investigar, e indagar cabalmente” para confirmar que se cometeu um erro. Se esse for o caso, eles cuidarão do assunto segundo as orientações bíblicas. — Deuteronômio 13:12-14.
São necessárias pelo menos duas testemunhas para validar uma acusação de transgressão. (João 8:17; Hebreus 10:28) Se a pessoa negar a acusação e você for a única testemunha, o assunto será deixado nas mãos de Jeová. (1 Timóteo 5:19, 24, 25) Faz-se isso porque sabemos que todas as coisas estão “abertamente expostas” a Jeová e, se a pessoa for culpada, com o tempo seus pecados a ‘alcançarão’. — Hebreus 4:13; Números 32:23.

Mais tempo para o criminoso! Veja quantas etapas:


1- Acontece o crime, o estupro, por exemplo, a vítima depois de superar o trauma e o medo, deve ela mesma, ir atrás do criminoso para aconselhá-lo a se entregar. Isso pode variar de alguns dias até anos a depender da vítma.


2- A vítima dá um “tempo razoável” para que o pobre estuprador crie coragem para confessar aos anciãos seu crime, só após este “tempo razoável”, ela pode contar aos anciãos, pois se delatar o criminoso para as autoridades ou qualquer outra pessoa, será “tagarelice”. O tempo que ela esperou para falar com o criminoso não conta. Ela deverá esperar mais ainda.


3- Depois disso tudo, “os anciãos têm de “pesquisar, e investigar, e indagar cabalmente” para confirmar que se cometeu um erro”. Mais tempo pro criminoso fugir ou fazer mais vítimas.


4- Se confirmado que “se cometeu um erro”, a pobre vítima terá que arrumar “pelo menos duas testemunhas para validar uma acusação de transgressão”. A Watchtower, recentemente “facilitou” um pouco mais para as vítimas de abuso, agora os anciãos aceitam que se houver “duas pessoas que foram testemunhas de incidentes separados do mesmo tipo de delito, seus testemunhos podem ser considerados suficientes para tomar uma ação.” (veja carta da Watchtower de 2002). A vítima terá que investigar se o estuprador abusou de outra pessoa além dela, depois terá de convencer essa pessoa a expor tal assunto a público! Uma verdadeira “maratona”. A essa altura do "campeonato", o criminoso já fugiu, ou diante de tanta “moleza”, estará tranqüilo. Lembrando que em momento algum os nomes “polícia” ou “autoridades” entram na história.


Mas suponhamos que a pessoa negue a acusação e você seja a única testemunha contra ela. Não poderia você ser acusado de calúnia? Não, a menos que tenha tagarelado com outros que não tinham nada que ver com o caso. Não é calúnia relatar coisas que afetam a congregação aos que têm a autoridade e a responsabilidade de supervisioná-la e de corrigir os problemas. De fato, isso está em harmonia com nosso desejo de fazer sempre o que é correto e leal. — Note Lucas 1:74, 75.

É chocante! Se o criminoso simplesmente negar o crime e a vítima não conseguir uma “testemunha de acusação”, o que provavelmente ocorrerá, a vítima poderá ser culpado de “tagarelice” se contar para outros que “não tenham nada que ver com o caso”. O parágrafo deixa implícito que não se deve relatar o caso à polícia, mas “apenas aos que têm a autoridade e a responsabilidade de supervisionar [a congregação] e de corrigir os problemas”.
Lembre-se do que disse a revista : ...“São necessárias pelo menos duas testemunhas para validar uma acusação de transgressão. Se a pessoa negar a acusação e você for a única testemunha, o assunto será deixado nas mãos de Jeová”.


Manter a santidade na congregação


Na atualidade, a vasta maioria dos irmãos e irmãs nas congregações em toda a Terra se esforça a manter a limpeza espiritual da congregação, mantendo individualmente uma condição aprovada perante Deus. Alguns sofrem por causa disso; outros até morrem por manter a integridade. Sem dúvida, se tolerássemos ou encobríssemos transgressões, isso mostraria falta de apreço por esses esforços.

A Watchtower não encobre nem tolera transgressores. Que ironia! Enquanto milhares de testemunhas sinceras se esforçam para seguir o rígido padrão imposto pela Watchtower, alguns até mesmo morrendo, ela cria regras absurdas para impedir de forma grotesca que a “santidade da congregação” seja maculada, silenciando as vítimas de estupro e dando abrigo à pedófilos!


Ajuda para os que erram


Por que alguns que se envolveram em pecados graves evitam falar com os anciãos congregacionais? Em geral, é porque não se apercebem dos benefícios de fazer isso. Alguns acreditam erroneamente que, se confessarem, seu pecado será exposto a toda a congregação.


De fato, se tem uma coisa que os anciãos realmente sabem fazer é guardar segredos, principalmente para não macular a imagem da Watchtower e da organização perante a imprensa e a comunidade. Não há porque um criminoso temer confessar aos anciãos, eles até ajudarão a acobertar o crime!

Mas esses transgressores precisam da ajuda amorosa dos anciãos da congregação. Tiago escreveu: “Há alguém doente entre vós? Chame a si os anciãos da congregação, e orem sobre ele, untando-o com óleo em nome de Jeová. E a oração de fé fará que o indisposto fique bom, e Jeová o levantará. Também, se ele tiver cometido pecados, ser-lhe-á isso perdoado.” — Tiago 5:14, 15.

Esse não seria um final improvável, a vítima repreendida por “tagarelice” e o pobre estuprador paparicado pelos anciãos, afinal ele está “dodói” espiritualmente.

Que provisão maravilhosa para ajudar os que erram a recuperar a espiritualidade!

E põem maravilhosa nisso! Que dizer da espiritualidade da vítima? Ah, me esqueci que a “vítima” é o “transgressor
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